Caldas Novas - A maior estância hidrotermal do mundo!

      Caldas Novas – Goiás, a maior estância hidrotermal do mundo, situada na Região das Águas Termais e no coração do Brasil, fica distante 300 km de Brasília, 165 km de Goiânia e 175 km de Uberlândia. Seu maior atrativo é água termal, utilizada tanto para lazer ou de forma terapêutica, seguido do Lago de Corumbá com 65 km² de extensão e ideal para prática de esportes náuticos, do Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, bem como dos parques aquáticos temáticos.  

        A cidade pulsa alegria, diversão, tranquilidade e aconchego recebendo mais de 1,5 milhão de turistas por ano. Caldas Novas está entre os maiores pólos turísticos do Brasil, o maior de Goiás e o maior do interior do País; e não é para menos: a cidade foi premiada por Deus com riquezas naturais únicas em todo o mundo.

          O Casarão conta um pouco da história da cidade, a Feira Noturna à 300 mts do hotel com artesanato e culinária da cidade, para quem gosta de trilhas o Parque Estadual de Caldas Novas é uma ótima opção, além de esportes náuticos no Lago do Corumbá, e para o turismo religioso o Santuário de Nossa Senhora da Salete.

 

Como se formam as águas termais

         Vários estudos foram feitos sobre as águas termais da região. Destacam-se "Campos e Costa" da década de 1970 e mais recentemente o realizado por Furnas Centrais Elétricas, em função da possível influência da barragem da Usina Hidrelétrica Corumbá I sobre o lençol termal da região, que estaria sob o risco de esfriar. De acordo com Furnas, o fenômeno das águas quentes decorre de características geológicas e topográficas peculiares. As águas são aquecidas com o calor proveniente do interior da Terra, em camadas profundas da crosta terrestre num fenômeno denominado Geotermia.

          A suspeita de que a água fria da barragem da Usina Corumbá I poderia se infiltrar no lençol termal de Caldas Novas e Rio Quente é impossível, pois as águas do lago estão na cota 595 (ou seja, 595m acima do nível do mar), bem abaixo de onde se encontram as águas quentes, atualmente, na cota 644. A água fria, portanto, não tem condições de afetar o lençol termal, devido à ação da gravidade.

    O subsolo da região é constituído por camadas de xisto e quartzito, ambas impermeáveis. Entretanto, essas rochas têm consistências diferentes: o xisto é uma formação rochosa mais plástica, isto é, mais moldável pelas forças exteriores; já o quartzito é uma rocha mais rígida, sob pressão, permitindo a formação de grandes conjuntos de fraturas. É nessa camada de quartzito onde se encontram os reservatórios de águas termais.

    Atualmente a AMAT/GO (Associação das Empresas Mineradoras das Águas Termais de Goiás) em parceria com profissionais da Universidade de Berlim, UNB (Universidade de Brasília) e USP (Universidade de São Paulo, está concluíndo um estudo detalhado de todos aspectos envolvidos no fenômeno, o que possibilitará um gerenciamento detalhado do manacial hidrotermal, totalmente baseado no conhecimento científico.

    O processo de formação do aqüífero termal se inicia com a infiltração da água da chuva no topo das Serras de Caldas e da Matinha, que estão a cerca de mil metros de altura em relação ao nível do mar. A água quente, confinada sob as camadas de xisto e quartzito.         

    Fraturas verticais que atravessam os xistos, deixam a água se infiltrar, interligando a superfície do solo aos quartzitos, permitindo que a água quente, sob pressão, aflore naturalmente, como ocorre na Pousada do Rio Quente e na Lagoa Quente do Pirapitinga. Essa água sob pressão também pode ser captada antes de aflorar, através de bombas instaladas em poços, como é o caso dos hotéis e clubes de Caldas Novas. O movimento da água subterrânea, aquecida e pressurizada, só é possível no sentido ascendente, através das fraturas verticais, e nunca no sentido contrário.